O Kalu é que a sabia toda. A vida é uma puta. Mas é uma puta moderada. É mais no sentido em que é difícil. É. Mas e então? Ora porra, o caminho é para a frente.
Mas se "somos escravos do que precisamos" então porque é que não fazemos tudo o que podemos para ser felizes? Dizer que a felicidade é um mito é um mito por si só e talvez seja pela quantidade de muco que tenho acumulado no cérebro neste momento mas parece-me claro. "Quem perdeu há de ter mais cartas para dar". Afinal não era o Kalu que tinha razão. Era o Palma. Esse grande poeta. E pelos vistos o álcool fá-lo ver a realidade mais transparente. Eu também a vejo...
Eu tenho a liberdade para mudar a minha vida toda, para virar tudo do avesso, tenho. E ninguém ma tira.
"E eu sei que essencialmente isso se deve a esse passo inseguro e ao paraíso no teu olhar!"...
:)
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sábado, 25 de setembro de 2010
Hello Goodbye
Adoro o primeiro dia do ano que temos de nos levantar da cama pouco depois de nos deitarmos para irmos buscar um cobertor. O Outono é uma estação maravihosa, talvez a mais maravilhosa de todas. Pela cor, pela magia, pelo friozinho agradável e pelo sol quente de depois de almoço a dar nas costas.
O Outono faz-me sempre prometer que este ano vou ser feliz. Mas no início do Outono tenho quase sempre um ataque de choro incompreensível, incontrolável, incontornável. Não há nenhuma estação de que custe tanto despedir-me como do Verão. Talvez por isso, quando o Outono começa a despir as árvores e as casas, eu também tenha de o fazer.
E então tudo passa, tudo se cura, lava-se tudo e é-se feliz. E corremos todos os dias para o metro, saltamos passadeiras e pequenas poças de água, ocasionalmente apanhamos uma chuva inesperada. E levamos música nos ouvidos. E lemos livros no metro. E trabalhamos e estudamos. E à noite deitamo-nos no sofá, quentinhos, enrolados em mantas, copos de vinho e conversas telefónicas intermináveis. E não choramos mais porque está tudo bem e tudo se renova.
Todos os anos é assim. Invariavelmente.
O Outono faz-me sempre prometer que este ano vou ser feliz. Mas no início do Outono tenho quase sempre um ataque de choro incompreensível, incontrolável, incontornável. Não há nenhuma estação de que custe tanto despedir-me como do Verão. Talvez por isso, quando o Outono começa a despir as árvores e as casas, eu também tenha de o fazer.
E então tudo passa, tudo se cura, lava-se tudo e é-se feliz. E corremos todos os dias para o metro, saltamos passadeiras e pequenas poças de água, ocasionalmente apanhamos uma chuva inesperada. E levamos música nos ouvidos. E lemos livros no metro. E trabalhamos e estudamos. E à noite deitamo-nos no sofá, quentinhos, enrolados em mantas, copos de vinho e conversas telefónicas intermináveis. E não choramos mais porque está tudo bem e tudo se renova.
Todos os anos é assim. Invariavelmente.
domingo, 12 de setembro de 2010
Eu continuava a querer ser uma escritora qualquer...
Sinto que perdi o dom, o dom de escrever, se alguma vez existiu parece ter-se ido. Não sei o motivo. Talvez porque quando não tinha nada, tinha isso, e agora estou a recuperar-me aos bocadinhos. Não acho que uma pessoa tenha de estar infeliz para escrever porque isso não faz qualquer sentido. Acho é que às vezes ter muita coisa na cabeça ajuda. Eu tenho sempre muita, é certo, mas gosto mais de guardar para mim...
Eu queria ser escritora, lembram-se? É ainda o meu sonho, mas ainda agora tenho um certo pudor em partilhar certas palavras com vocês, não assim tantos leitores mas sempre tão amigos.
Como posso atingir qualquer tipo de perfeição se essa mesma perfeição já foi atingida tantas vezes por outros e eu a aprecio tanto?
Eu sei que as histórias já foram todas inventadas, simplesmente há sempre quem as escreva provando aquilo que sempre soubemos: a história é o que menos importa num livro. Na verdade, não importa de todo. Tudo o resto é que faz de alguém bom escritor, bom artista. Já são raras aquelas letras de música que sem a melodia eram uma obra de arte por si só. O Vinicius era assim, ainda hoje o leio como o poeta que é, tantas vezes, antes de dormir, antes de sair de casa, só para pensar nisso durante o dia.
Assim resigno-me ao facto de que hei de ser sempre uma escritora medíocre mas que vai esforçar-se sempre por fazer melhor e vai sempre apreciar o que se fizer de melhor...
Talvez devesse começar já por apagar este texto...
Eu queria ser escritora, lembram-se? É ainda o meu sonho, mas ainda agora tenho um certo pudor em partilhar certas palavras com vocês, não assim tantos leitores mas sempre tão amigos.
Como posso atingir qualquer tipo de perfeição se essa mesma perfeição já foi atingida tantas vezes por outros e eu a aprecio tanto?
Eu sei que as histórias já foram todas inventadas, simplesmente há sempre quem as escreva provando aquilo que sempre soubemos: a história é o que menos importa num livro. Na verdade, não importa de todo. Tudo o resto é que faz de alguém bom escritor, bom artista. Já são raras aquelas letras de música que sem a melodia eram uma obra de arte por si só. O Vinicius era assim, ainda hoje o leio como o poeta que é, tantas vezes, antes de dormir, antes de sair de casa, só para pensar nisso durante o dia.
Assim resigno-me ao facto de que hei de ser sempre uma escritora medíocre mas que vai esforçar-se sempre por fazer melhor e vai sempre apreciar o que se fizer de melhor...
Talvez devesse começar já por apagar este texto...
terça-feira, 27 de julho de 2010
Guia de férias para indecisos e complicados
A primeira coisa de que temos de nos convencer (caso isso não seja espontâneo) é que somos os maiores. Ou seja, adoramos a nossa própria companhia e não precisamos de ninguém. É sempre melhor ler um livro ou vaguear nos pensamentos, ouvir músicas e pensar nas letras, do que estar com alguém num café a olhar para ontem sem nada para dizer. Recomendo filmes que não se vejam há muito tempo, ou aqueles do nosso top de novo ou, simplesmente, filmes novos. Recomendo também livros, especialmente para os que se queixam de falta de tempo para a leitura em tempo de trabalho (ainda que eu ache que tempo para ler há sempre). Leiam livros grandes e bons, daqueles que querem ser devorados e que ao mesmo tempo nos fazem ler uma página por dia só para não acabarem...porque há-os, e não são poucos.
Façam cursos de Verão, mais que não seja o mais provável é conhecer gente maravilhosa, lugares perfeitos.
Acordem cedo e vão à praia.
O Verão já não é como antes, já não há 3 ou 4 meses de férias. Se houver 3 semanas já é um pau (pardon my french).
Ouçam as músicas que vos enchem a alma. Ficar na cama deitado a ouvir música é produtivo. É mesmo.
Voltem ao piano, à guitarra, à gaita de beiços. Mesmo que já não toquem há anos. Sabe bem fechar os olhos e reparar que as mãos fazem tudo sozinhas.
A vida é uma delícia, aproveitem-na bem!
Façam cursos de Verão, mais que não seja o mais provável é conhecer gente maravilhosa, lugares perfeitos.
Acordem cedo e vão à praia.
O Verão já não é como antes, já não há 3 ou 4 meses de férias. Se houver 3 semanas já é um pau (pardon my french).
Ouçam as músicas que vos enchem a alma. Ficar na cama deitado a ouvir música é produtivo. É mesmo.
Voltem ao piano, à guitarra, à gaita de beiços. Mesmo que já não toquem há anos. Sabe bem fechar os olhos e reparar que as mãos fazem tudo sozinhas.
A vida é uma delícia, aproveitem-na bem!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Onde anda você....
Vinicius de Moraes deu-nos uma Receita de Mulher, ensinou-nos o que é preciso Para Viver um Grande Amor. Desde pequeninos que vivemos naquela casa tão engraçada que não tinha tecto, nem tinha nada.
Ele ensinou-nos que a amar há que amar em grande, que todos os amores devem ser grandes, devem consumir-nos. Juntamente com o Chico Buarque cantou-nos aquela Valsinha tão eterna quanto a própria vida, pelo menos naquele momento em que ele "convidou-a para rodar"...também eu, pelo menos, gostava de estar naquela praça, ver o tempo parar.
Cantou-nos sambas e sonetos e valsas, coisa difícil de fazer...Cantou aos orixas, a Iemanjá. Melhor que qualquer professor, ele ensinou tudo.
O branco mais negro do Brasil.
Ensinou-nos que o amor deve ser infinito enquanto dure. Haverá lição mais sábia?
E que depois de um soneto de FIdelidade, muitas vezes, vem um soneto de Separação...e que por vezes temos Medo de Amar. Mas que isso não faz ninguém seguir...
Mas nada disso importa. O que importa é a Felicidade.
Até o seu nome é música.
O branco mais negro do Brasil era também o maior dos homens, o Poeta dos poetas.
Ele ensinou-nos que a amar há que amar em grande, que todos os amores devem ser grandes, devem consumir-nos. Juntamente com o Chico Buarque cantou-nos aquela Valsinha tão eterna quanto a própria vida, pelo menos naquele momento em que ele "convidou-a para rodar"...também eu, pelo menos, gostava de estar naquela praça, ver o tempo parar.
Cantou-nos sambas e sonetos e valsas, coisa difícil de fazer...Cantou aos orixas, a Iemanjá. Melhor que qualquer professor, ele ensinou tudo.
O branco mais negro do Brasil.
Ensinou-nos que o amor deve ser infinito enquanto dure. Haverá lição mais sábia?
E que depois de um soneto de FIdelidade, muitas vezes, vem um soneto de Separação...e que por vezes temos Medo de Amar. Mas que isso não faz ninguém seguir...
Mas nada disso importa. O que importa é a Felicidade.
Até o seu nome é música.
O branco mais negro do Brasil era também o maior dos homens, o Poeta dos poetas.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Just a few more hours....
São 4 da manha. So queria conseguir dormir. Pelo menos uma vez.
Alguem quer ir dar um passeio por ai e fumar um cigarro? Talvez ir a uma padaria que esteja a abrir comprar pão para o pequeno almoço, tomar um cafe? Nem sei o que mais me atormenta. Nem sei se seria melhor se soubesse.
Há para ai um ou dois mosquitos. As minhas gatas têm tanto calor que nem para os apanharem. E se fosse para ir beber uma coca cola com limão fresquinha? Já alguem saía da cama?
Já fui pintar as unhas. Deitei-me. Pus novas musicas no meu mp3. E agora vim para aqui.
E ainda são as 4h mais 10 minutos. Nem um bocejo sequer. Era nestas alturas que o Euclides ia para o meu quarto contar-me histórias. Era la pelas 6h que ia embora e eu adormecia.
Só consigo pensar nesta musica, não sei porquê:
Beth i hear you calling,
But I can´t come home right now
Me and the boys are playing
And we just can´t find the sound…
Just a few more hours and I´ll be right home to you
I think I hear them calling,
Oh Beth what can I do?
Beth what can I do?
You say you feel so empty,
That our house just ain´t a home
I´m always somewhere else
And you´re always there alone,
Just a few more hours and I´ll be right home to you
I think I hear them calling,
Oh Beth what can I do?
Beth what can I do?
Beth I know you´re lonely
And I hope you´ll be alright
Cause me and the boys will be playing, all night..
All night...
Alguem quer ir dar um passeio por ai e fumar um cigarro? Talvez ir a uma padaria que esteja a abrir comprar pão para o pequeno almoço, tomar um cafe? Nem sei o que mais me atormenta. Nem sei se seria melhor se soubesse.
Há para ai um ou dois mosquitos. As minhas gatas têm tanto calor que nem para os apanharem. E se fosse para ir beber uma coca cola com limão fresquinha? Já alguem saía da cama?
Já fui pintar as unhas. Deitei-me. Pus novas musicas no meu mp3. E agora vim para aqui.
E ainda são as 4h mais 10 minutos. Nem um bocejo sequer. Era nestas alturas que o Euclides ia para o meu quarto contar-me histórias. Era la pelas 6h que ia embora e eu adormecia.
Só consigo pensar nesta musica, não sei porquê:
Beth i hear you calling,
But I can´t come home right now
Me and the boys are playing
And we just can´t find the sound…
Just a few more hours and I´ll be right home to you
I think I hear them calling,
Oh Beth what can I do?
Beth what can I do?
You say you feel so empty,
That our house just ain´t a home
I´m always somewhere else
And you´re always there alone,
Just a few more hours and I´ll be right home to you
I think I hear them calling,
Oh Beth what can I do?
Beth what can I do?
Beth I know you´re lonely
And I hope you´ll be alright
Cause me and the boys will be playing, all night..
All night...
terça-feira, 6 de julho de 2010
Será que também dói a cabeça aos gatos?
Não me importava nada de ser gato. Vaguear por aí, caçar passarinhos, voltar para casa e ter uma janela ao sol e um prato de leite, uma taça com água fresquinha. Gostava que me deixassem dormir na cama dos meus donos sem ser enxotada. E gostava muito que me coçassem a barriga e as orelhas. Não queria crianças na família para não me puxarem a cauda nem me fazerem maldades, mas se fosse uma criatura simpática que dormisse comigo não me importava. Gostava de ser gato de casa mas que tivesse um jardim onde pudesse ir passear de vez em quando, saltar a uns muros e cheirar a Natureza. Volta e meia gostava de perseguir a minha própria cauda e de me divertir com basicamente qualquer coisa que se mexesse. Miava para receber festas e colo. Levava presentes aos meus donos. As minhas tristezas limitavam-se a não poder sair sempre que quisesse e aos meus donos não abrirem a persina de manhã cedo para eu apanhar solinho matinal. As minhas alegrias seriam infinitas (excepto em dia de veterinário) e era feliz. Provavelmente não me doía a cabeça todos os dias.
Sim, não me importava nada de ser gato. A aparência não importava já que os gatos sofrem da sina de serem todos bonitos. Mais pêlo menos pêlo....
Sim, não me importava nada de ser gato. A aparência não importava já que os gatos sofrem da sina de serem todos bonitos. Mais pêlo menos pêlo....
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